NOTICIA DO CANAL SUPERIOR – SARA MARQUES MOREIRA

31 de agosto de 2015

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O número de emigrantes qualificados sofreu um grande aumento nos últimos anos. A 18 de setembro, o tema estará em discussão no âmbito da apresentação dos resultados do estudo «Fuga de Cérebros: a Mobilidade Académica e a Emigração Portuguesa Qualificada».

De acordo com um estudo sobre a emigração qualificada de jovens portugueses, que envolve investigadores do Porto, Coimbra e Lisboa, 36,1% dos inquiridos estava desempregado em Portugal e apenas 3,8% se encontra nessa situação no país de destino. Os resultados da investigação são apresentados a 18 de setembro, na FLUP.

Initulado «Fuga de Cérebros: a Mobilidade Académica e a Emigração Portuguesa Qualificada», o estudo mostra que a maioria dos emigrantes qualificados são jovens e detentores de cursos pós-graduados (74,5%).

A maioria dos inquiridos mudou a situação profissional. Se 36,1% estavam desempregados quando saíram de Portugal, apenas 3,8% se encontram nessa situação no país de destino. No que toca a rendimentos, a equipa de investigadores detetou alterações decorrentes da emigração. Mais de 70% dos inquiridos recebiam, em Portugal, um salário inferior a 1000 euros, enquanto mais de metade dos indivíduos aufere um montante superior a 2 mil euros no país de destino.

O estudo envolveu 1101 portugueses detentores de um diploma do Ensino Superior, que estivessem a trabalhar ou a residir noutro país europeu, ou que o tivessem feito nos 6 anos anteriores.

As restantes conclusões vão ser apresentadas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), numa conferência que juntará investigadores internacionais, como Jean-Baptiste Meyer, de Paris, e Wendy Hansen, de Maastricht. De Portugal, estarão presentes representantes de diversas associações de emigrantes portugueses e portugueses qualificados que residem em diversos países europeus.

Além da apresentação dos resultados, o evento inclui a apresentação do espetáculo de teatro «O meu país é o que o mar não quer», peça documental de Ricardo Correia, sobre a sua estada em Londres em 2013, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

O projeto de investigação BRADRAMO, apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é coordenado por Rui Gomes. O Instituto de Sociologia, o Centro de Investigação e Intervenção Educativas, o Centro de Investigação do Desporto e da Atividade Física e a Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação estão também envolvidos no estudo que tem como objetivo caracterizar a emigração qualificada portuguesa.

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