REVISTA SÁBADO
22 de setembro de 2015
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Relatório da organização indica que o saldo migratório foi de 36200 pessoas, em 2013. Mulheres representam 1/3 dos portugueses que emigram.
Olhe-se para o número de emigrantes ou de imigrantes, o saldo da balança migratória nos últimos anos não é positivo: 36200 pessoas em 2013, por exemplo. Aumentaram as saídas de portugueses e também a de estrangeiros que viviam em Portugal, de acordo com um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
“A emigração de cidadãos portugueses aumentou com a recessão, nomeadamente depois de 2010. O número de emigrantes a longo prazo foi estimado em 52000 em 2012 e 53800 em 2013, contra 23700 em 2010”, diz o relatório “Perspectivas das Migrações Internacionais — 2015”. Só entre 2012 e 2013, mais de 100 mil emigrantes de longa duração deixaram Portugal,
Mais de 60% dos emigrantes partiram para os países da Europa ocidental, mas a OCDE notou também um movimento importante para Brasil e Angola. Um relatório do Observatório da Emigração acrescenta que o Reino Unido é um pólo de atracção para os mais jovens e também dos mais qualificados.
Quem?
Também o número de estrangeiros a viver em Portugal recuou. Em 2009, viviam 454 mil imigrantes por cá; em 2013, eram 401320, diz a OCDE.
“Este recuo é explicado pela recessão económica e pela subida no número de naturalizações”, cita a Lusa. Só o número de cidadãos de países asiáticos e da América do Norte cresceu.
Quanto ao total de trabalhadores estrangeiros, havia 114 mil em 2013. As categorias “actividades de serviços administrativos e apoio” e “actividades de alojamento e restauração” representam cada uma 19% do emprego estrangeiro, seguindo-se as áreas de “comércio grossista e retalho”, de “reparação de veículos (14%) e de “actividades transformadoras” (10%).
E 27800 estrangeiros foram registados como desempregados em 2014, segundo dados avançados à Lusa pela Governo.
De onde e para onde?
A emigração está a ter impacto sobretudo nas zonas urbanas, com especial destaque para a Grande Lisboa, diz o Observatório da Emigração. Alemanha, França e Luxemburgo têm têm registado “uma retoma” na chegada de portugueses.
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